É imperativo viver em todos os tempos, de todos os modos e com todas as pessoas. Dar ênfase à vida, cantá-la com todas as vozes e colocá-la em primeiro lugar.
Viver é verbo regular da segunda conjugação. Erro grave da morfologia - classe das palavras - classificá-lo assim. Sacanearam o sentido tão bonito desse verbo: o ato de viver. Deveria ser da primeira conjugação, não da segunda. A vida em primeiro lugar, sempre.
Deram um baita jeito na situação do verbo pôr, que não é de nenhuma conjugação ( claro, tem aquela historieta do verbo poer) , e arrumaram uma vaga pra ele entre os da segunda conjugação (verbos terminados em "er"). Enfim, esse "cidadão verbal" entrou pela porta dos fundos.
Ao vê-lo entre os verbos da segunda conjugação, o povo grita:
- É irregular, é irregular, é irregular...
Nada mais justo, é um verbo irregular. Ou seja, um verbo, hoje, na Língua Portuguesa, enfiado no lugar errado.
Injusto é o verbo viver estar onde está. E por que isso ?
Bem, deixem-me esclarecer. Este texto não passa de uma brincadeira, um pequeno esquema literário para louvar o ato de viver. É impossível mudar a vogal temática que caracteriza a conjugação do verbo viver, inseri-lo entre os verbos terminados em "ar".
Se isso, porém, fosse possível e não o fizessem, eu diria:
- Que língua safada!!!
Augusto Aguiar augusto-52@uol.com.br www.m-cultural.blogspot.com http://stilocidade.webnode.com