A força do bem

“De todos os jeitos, de todas as formas, celebre sua sensibilidade.”       (Aldous Huxley)

 

 

 

Preliminares- A vida é difícil e quem disse que deve ser fácil? Todos carregam em si, um mar de vícios e um mar de virtudes. Só tem um detalhe, se o ser humano continuar descumprindo a sua relação moral, intelectual, espiritual, com a vida, a terra continuará girando, porem, ele não poderá viver mais no planeta.

 

A parceria – Nós não ascendemos à posição de sensíveis. É a sensibilidade que nos aceita e se rebaixa a nosso nível, para que possamos, com ela, ascender sempre mais. Em um mundo em que o ser humano sente fraquejar os seus propósitos do bem, é necessário ficar atento. 

 

Força da sensibilidade – Por quê ela é tão potente? E para alguns, é tão ameaçadora? Nossa vida é cercada de sensibilidades, as que temos e, as que ainda, vamos ter. Acredito ser mágica essa relação de intimidade silenciosa, quase secreta, entre o ser humano e seu ritmo próprio de sentir. É certo que a sensibilidade está no meio, entre o cérebro e o coração, mas é desejável a parceria dos dois. Sensibilidade é força do bem, nos aproxima da vida e nos abastece com bagagem emocional para lidar com as pessoas e as coisas que estão no mundo.

 

Adjetivação – Brincam até que sensibilidade não deveria ser ‘substantivo’, deveria ser ‘adjetivo’. Então poderíamos dizer: ‘Você é tão sensibilidade! Abre horizontes que nos aconchegam, e nos fazem refletir, sempre mais...’ Sensibilidade não é muro, é ponte ligando pessoas, coisas, dando sentido à vida.

 

Ela, sempre ela – Com freqüência eu me surpreendo! Percebo a sensibilidade nos acontecimentos. Este episódio aconteceu em sala de aula, ensino médio. O tema era: ‘Orientação Profissional’. Eu disse: ‘Preciso saber: Qual é o seu grande sonho na vida?’ E veio a avalanche de respostas: fazer uma faculdade; curso técnico; ser advogado; jogador de futebol; lutador de MMA; mecânico de motos; apresentadora de TV. Ninguém teve como opção, ser professor, mas, vamos em frente! Estávamos quase terminando a enquete, quando o último aluno, lá no fundo da classe disse, com alegria total: ‘Ah, Valdo, meu grande sonho na vida é ser entregador de pizza!’ Silêncio na classe... Sonho?

 

Difícil tarefa- ‘Vem cá, deixa ver se entendi! Sair à noite, com chuva às vezes, voando baixo, em uma moto, levando um balaio de pizzas encomendadas, endereços diferentes, sem enxergar o nome das ruas, o número das casas, quando têm, e fazer logo a entrega para o produto não esfriar... Você acha ser um sonho legal?’ O adolescente reconheceu que exagerou na dose do sonho.

Carência do jovem – Faltou orientação, parceria dos pais, professores, leituras, bons amigos, propósitos, foco de vida e maior significado existencial. 

 

Saber sonhar – Considere que, em algumas situações, somos entregadores de pizzas imaginárias: na família, no trabalho, e principalmente no relacionamento com as pessoas. Os destinatários são difíceis, murmuram muito, reclamam que a pizza chegou fria... O jovem, lá na sala de aula, não estava tão errado. Quanto mais você entregar pizzas, sorrindo, mais experiente, livre, criativo e dono de si se torna. Nada poderá amedrontar você. Tudo traz aprendizagem de vida! Não reclame por entregar pizza não é a melhor solução, mas é a que se tem em mãos.

 

Outro aluno – ‘Professor a guerra e essa doença que está ameaçando a humanidade, pode-se dizer que são forças do mal?’ ‘Há uma diferença fundamental’, disse o mestre: ‘Guerra gera afastamento e vingança. Pandemia aproxima as pessoas e nesse sentido é certeza de mudança comportamental, para o ser humano dedicar-se definitivamente ao seu Criador’.

 

Considerações finais – Há momentos que deixamos de ser feliz. Pouco importa! Há tantas outras coisas na vida... Importa não subutilizar sua existência. Ô mundo pode ser tão desigual, mas tem uma lógica que rege a humanidade: ‘Mesmo com solavancos, ele sempre avança; permitindo ao homem resgatar o sentido da vida’.

 

Nota – O destino coloca muitas pessoas em sua vida, mas, só as pessoas do bem, permanecem para sempre.

 

Antônio Valdo A. Rodrigues

Serra Negra – SP

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