O amadurecer...

“Admirai a natureza, mesmo se não puder compreender, admirai. Em todo universo só há beleza e harmonia”. (Ieda Graci)

 Precisamos falar um pouco sobre a importância da natureza. A natureza está pronta a nos ajudar, desde que façamos a nossa parte.

O mamoeiro – Era uma vez, um lindo mamoeiro que havia nascido junto ao muro da chácara de uma amiga Marlene Faria, de Bebedouro. A planta estava repleta de frutos quase maduros. Eram dezoito mamões ainda verdes, mas, crescendo, a caminho do amadurecimento...

A discussão – Em um mamão, três sementes estavam conversando sobre o que deveriam fazer para dar origem a outras árvores. A discussão entre as sementes tornou-se mais agitada, pois, estava no fim do verão, e próximo o outono, quando as frutas estão quase maduras e as sementes prontas a romper a casca. A preocupação era: Como vai ser o nosso futuro? Qual a nossa missão? Seremos capazes de nos atrever à aventura da vida?

Primeira semente – A mais medrosa dizia: “Daqui não saio! Estou bem aqui. Não vou aventurar-me por caminhos que não conheço”.Outra semente rebatia: “Mas não percebes, que se não saíres do fruto e não caíres na terra, você nunca será uma árvore? O teu destino é multiplicar as forças que tens, dentro de ti”.

Segunda semente – A mais faladora: “Eu decido cair por terra, perto da árvore a qual pertenço. Vão surgir aqui, muitos mamoeiros e isso é tudo o que eu quero, assim, cumprir o meu destino”.

Terceira semente – A mais coerente disse: “Por que eu deveria cair aqui, onde o sabor da fruta já é conhecido? Prefiro florescer em um lugar onde o fruto é novidade e ninguém conhece ainda, assim estarei servindo ao homem, à fauna e isso terá grande significado para todos”.

E a natureza aconteceu – Não precisaram esperar muito. Os mamões foram amadurecendo e logo, sanhaços, sabiás e outras aves surgiram para comer a deliciosa fruta. Saboreavam com tanta avidez que até entravam no mamão devorando também as sementes. Após se fartarem, partiram para bem longe e ‘descomeram’, liberando nas fezes as ascendências para o surgimento de novas árvores... Moral da história é simples: Faça o melhor possível àquilo que Deus quer que você faça. Use todo o potencial que Ele lhe deu.

Nós e as sementes – Através das aves, vento, borboletas, insetos, a natureza faz a sua parte.Encarrega-se de semear goiabeiras, laranjeiras, limoeiros e muitas outras árvores. E nós temos o dever, a obrigação de fazer a nossa parte. A propósito, quantas frutas você come em um ano? Muitas. E quantas sementes você planta? Nenhuma? Que lástima! Mesmo que sua residência seja em um apartamento, você pode plantar perfeitamente em uma lata ou vaso. Posteriormente transplantá-la no quintal da casa de um amigo. De vez em quando aguar a planta e vai ter, em breve, a satisfação de ser lembrado como amigo da natureza.

O melhor possível – “Se você não pode ser um pinheiro no topo da colina, seja um arbusto no vale, ou o melhor arbusto à margem do regato. Se você não puder ser o tronco da árvore, seja os ramos e dê alegria aos que se satisfazem com tua abençoada sombra.
Assim também é a vida. Há sempre algum lugar para que todos possam expressar a que vieram. Há grandes obras e outras pequenas a realizar... Sempre há uma necessária tarefa que devemos empreender. A natureza não dá, nem empresta e não se comove, nem se apieda. Tudo quanto ela faz é retribuir aquilo que você lhe oferece”. (Vicente Avelino)

Reflexão – A abelha atarefada nos dá um bom exemplo. Ela não tem tempo para a tristeza. O mundo sempre vai estar cheio de problemas, dificuldades. Mas, também vai estar superlotado de pessoas com amadurecimento para fazer a diferença. Pensando bem, temos quantidade ilimitada de dons para fazer mais, para ser melhor. É só uma questão de querer mexer-se um pouco, ajudar o Criador na sua tão bela obra.
 Cuidar do meio ambiente, resgatar a natureza... Já pensaram se isso virasse o ‘pão nosso de cada dia’, neste mundo no qual tudo acontece e nos preocupa?Mas, quando tudo parece que está perdido, o futuro permanece intacto com os pássaros cantando, as floradas acontecendo, anunciando que o homem não está só. Ainda há tempo para semear esperança. O que importa é o propósito para seguir adiante.
 Não é possível viver sem falhar, mas, olvidar a natureza é ser irresponsável e falhar com total insensibilidade. Não querer sair da zona de conforto é como se sentar em uma cadeira de balanço. Ela pode distrair, mas, não leva a lugar algum.

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