Infernais

(Um Monge Solitário)

 

Bem alto aiando, piras elevam teus entornais bramidos,

onde o estige lendário uivante inda serpenteia.

Ardem as quizizilias das horrendas fúrias infernais,

longe se ouve os mais doridos gemidos, permeia!

 

Prantos vertem tu, os mais empedernidos exaltos,

já cambaleiam os que se diziam os mais valentes.

Teus salsos vazos lagrimais agoro só vertem sangue,

ao calor da pira infernal a mais que ardente!

 

Os brados teus já são como o cachoar ante as cascatas,

- Que dirás o maldito carcanho que tens por companhia?

- Nada – Se ri dos infortúnios e de teus vascilos,

que causaste quando na terra noite e dia – Ave Maria!

 

Ao menos uma gota d´água vieste molhar-te a língua,

provarias a caridade das sandálias do Arcanjo.

- Mas te esqueceste do quanto o bom mestre o amava,

o bem que tanto farias, agora o fogo ardente ...mostrando!

 

 

“Por que será que (tudo junto) se escreve separado,

e (separado) se escreve tudo junto”.

 

Diác. Antonio Antognoli Sobrinho

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