Nossos “monstrinhos” interiores

Vamos conhecer uma historinha capaz de nos ajudar a entender que nós podemos controlar nossos “monstrinhos” interiores que, às vezes, aparecem para tornar nosso convívio nada agradável.

Foi assim... Uma jovem procurou seu mestre e perguntou: “Professor, eu não entendo o porquê de as pessoas gritarem umas com as outras. Não seria mais razoável que se entendessem sem nunca precisar gritar? O senhor me explica isso?”.

“Minha querida aluna”, disse o professor, “esse é um sintoma nítido de que os corações estão distantes, intranquilos e precisam gritar para serem ouvidos. Você já observou, minha jovem, que pessoas que se amam falam baixinho, sussurram, murmuram? Essa é a linguagem do coração. São sentimentos compreendidos perfeitamente.”

E o professor continuou: “A vida é uma roda viva e, nessa ciranda, o grito diz que as pessoas estão emocionalmente distantes umas das outras. Falar baixinho faz com que o outro coração se aproxime para ouvir melhor. Lembre-se de que nada na vida é tão difícil que não se possa fazer do insuportável um suportável mais agradável. Corações que estão próximos, mesmo no silêncio, dizem tudo sem dizer nada. Já observou que até a lágrima é silenciosa?”.

E o professor entregou à jovem uma folha com esta reflexão de Walter Franco: “O que é eterno? É, eternamente, ter amor na mente. Tudo é uma questão de manter a mente quieta, calma. Assim o coração naturalmente também permanece tranquilo. Viver é afinar o coração de dentro para fora e de fora para dentro, a toda hora, a todo momento. Em cada palavra suave e carinhosa, assisto ao meu nascimento. O grito é sempre evitável, porque é uma extravagante extravagância do materialismo sobre o espiritual”.

O filósofo Immanuel Kant reforça essa tese, dizendo: “Palavras gritadas foram feitas para ocultar sentimentos nobres. O pensamento é silencioso e, quando é inteligente, ajuda a atravessar e a compreender a selva obscura da vida”.

 

Cônego Pedro Paulo Scannavino

Paróquia São João Batista

 

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