Alegria do adeus

(Um Monge Solitário)

 

Dos pendores que na vida tiveste,

nunca te deixaste soblevar (cair).

Cuidei de ti qual foste flor campestre,

nem á campa haverei de te deixar!

 

Porém impecilhos rasguei com bravura,

nosso amor não podia se perder.

Mesmo sobrevindo à morte escura,

por ti o lutarei até teu morrer!

 

Não sou letargo para deixar-te partir,

sem que antes venha te pedir perdão.

Das maledicências que deixei fluir,

mas creio não usei de ingratidão!

 

Estou falto das carícias não às terei,

buscar por outro amor, não suporto ais.

Meu amor no teu mortúrio o sepultei,

- Adeus, adeus, para nunca mais!

 

 

“Curioso! O barato todo mundo quer,

a barata, todo mundo mata”.

 

Diác. Antonio Antognoli Sobrinho

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