Fundamentos

“A primeira lei da natureza é a tolerância, principalmente porque, temos todos, uma porção de erros e fraquezas,” (Voltaire)

 

Alicerces – Um edifício tem sua base, tem sua fundação. O homem também tem sustentáculos fundamentos para acertar mais na sua rotina diária.

 

O fato – Conta uma lenda, tradição popular, narração alegórica de coisas imaginárias, que, quando Deus fez o mundo deixou, como legado, ferramentas, ‘virtudes’ e ‘dons’, para que os homens prosperassem e pudessem ter poder, força, potência e sentido ético para, exaltar a beleza, bondade, luz enfim a vida e tudo que representasse graça e paz, que é o contrário de desgraça e guerra.

 

Estratégia – E Deus decidiu dar, inicialmente, apenas duas virtudes a cada homem para que ele pudesse aos poucos ir se acostumando e pudesse estabelecer propósitos para sua harmonia e bem estar.

 

A distribuição – Foi de acordo com a carência de cada um. Aos homens indecisos Deus deu: prudência e determinação; aos carnais deu: ternura e espiritualidade; aos vaidosos: reflexão e pureza; aos arrogantes: coerência e sensatez; aos embrutecidos: sabedoria, humildade e compreensão. Assim a distribuição de Deus foi perfeita. Ele não erra nas coisas que faz e dois fundamentos seriam vertentes para o homem, começar a caminhar com retidão e caráter.

 

O diálogo – Um anjo anotava, com muita atenção e ao final, cheio de humildade e de medo indagou: ‘Senhor, a todos os homens foram dados dois fundamentos básicos, porem para os embrutecidos foram dados três! Isso não os fará superiores em relação aos demais homens da terra?’

 

Deus com a palavra – ‘Muito bem observado, meu bom anjo!’ Exclamou o Senhor. ‘O que você fala é verdade! Porem saiba que os embrutecidos não poderão utilizar mais de dois fundamentos simultaneamente. Vão usar somente dois, como os demais homens. Assim quando o embrutecido tem humildade e compreensão, não tem sabedoria; quando tem sabedoria e humildade não tem compreensão; quando tem compreensão e sabedoria não tem humildade. Ficou claro meu anjo?’

 

O diálogo continua – ‘Amado Pai’, disse o anjo, há na Terra homens com muitas imperfeições. Eles são materialistas, mundanos, devassos, libertinos, irresponsáveis, enfim seres difíceis demais? Então o Senhor vai ter que lhes dar uns dez fundamentos!’ O pai sorriu com a inteligente pergunta angelical e disse: ‘Aí, meu querido anjo, você se engana! Esses casos difíceis vão precisar apenas de um fundamento: a sensibilidade. O homem sensível é capaz de internalizar todos os demais fundamentos para viver o amor colorido. Nunca vai trair a esposa, os filhos, os amigos e acima de tudo, jamais vai me envergonhar’.

Justiça Divina – A nossa existência sempre vai ter contundências, a exigir virtudes por perto para haver significado de verdade. O ser humano enfrenta desconfortos com a ‘senhora realidade’. Mas o importante é a sensibilidade, essência de tudo. Sensibilidade é o começo, é o meio, é o fim.

 

Vida perrengue – Ninguem quer ter vida covarde, medrosa, imprestável, ruim, faz de conta... Cada qual deseja estar com a verdade. Como pode alguém pretender viver com qualidade de vida material, espiritual, se os fundamentos da família, trabalho, saúde, dinheiro e Deus são perrengues? Praticar os fundamentos não significa ausência de dificuldades... Desafios existem sempre porque são consequências de nossas iniquidades.

 

Considerações finais – O mundo tem mais insensatos que pessoas coerentes, mais loucos que pessoas sans, porque muitos não querem ‘enxergar os valiosos fundamentos’. Fundamentos são tão necessários quanto o ar que respiramos. São como a poupança bancária: no começo o investimento é mínimo, mas aos poucos percebemos que vale à pena investir mais. É assim a vida, sem fundamento não decola mesmo!.

 

Nota – O filósofo Horácio está corretíssimo: A adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas.´

 

Antônio Valdo A. Rodrigues

Serra Negra – SP

E-mail: valdo11rodrigues@yahoo.com.br

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